segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

As duas dores

Existem duas dores de amor:
A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.
A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...
Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.
É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".
Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...
E só então a gente poderá amar, de novo.(Martha Medeiros)

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Luis

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Sorocaba, SP, Brazil
Sou assim Diferente de tudo e de todos Uns vêem o mundo por fora Eu o vejo por dentro O amor e a vida podem ser vistos com os olhos Eu os vejo com sensibilidade Por isso sou diferente Entendo o que os outros não entendem Entendo porque as pessoas são diferentes de mim Agüento a ira, a raiva o chicote no lombo Sei que não tenho razão, mas sei que estou certo. Estou sempre no lugar errado, falando com a pessoa errada Mas sempre estarei próximo do meu próximo. Sou diferente porque tenho sonhos Passo as horas de ócio com coisas simples Por serem importantes, ao meu ver... Supero o riso, o escárnio, a raiva , o deboche Sei que são próprios do comum Mas supero por ter consciência da minha diferença Sou diferente porque tenho dentro de mim O enfermo, os doentes, os homossexuais, os bonitos, Os feios, os excepcionais, os gordos, os magros Enfim os outros. Sou feliz mesmo que não me entendam. Sou feliz dentro do meu mundo diferente. Obrigado senhor por ser assim, diferente.

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